terça-feira, 6 de novembro de 2012

E Pernambuco fala para o mundo... Rádio Jornal do Commercio

Histórico


   Pensando em levar a voz pernambucana para os quatro cantos do Planeta, no dia 3 de julho de 1948, F. Pessoa de Queiroz inaugura a mais moderna estação de rádio nacional, a Rádio Jornal do Commercio. Primeira no Estado a transmitir uma programação em frequências de ondas médias e curtas, possibilitando a recepção em outros continentes. As transmissões por ondas curtas foram, com o passar do tempo, sendo desativadas, permanecendo a faixa de ondas médias AM.

   Pessoa de Queiroz enfrentou uma série de problemas políticos que culminaram com o período pós-guerra e a transição entre o regime capitalista ditatorial do Estado Novo e a democracia liberal burguesa. Não fosse a sua persistência, a data do primeiro programa teria sido adiada por muitos anos.

   
    Quando a rádio foi lançada seu slogan logo pegou, “Pernambuco Falando para o Mundo”, era conhecido assim, porque a emissora iniciou com transmissores potentes em ondas curtas e médias, que alcançavam todo o mundo, na época era mais moderna estação de rádio do Brasil. Devido à essa fama de rádio moderna e poderosa ela era ouvida nos quatro cantos do mundo, O sucesso internacional foi comprovado pelas centenas de cartas recebidas de outros países.

   De 1948, até hoje, apenas o perfil da Rádio se modificou, ficando cada vez mais próxima do público. Mudou da era de ouro para a era da Internet, mas continua confirmando para todos que o seu slogan é cada vez mais atual.

A Emissora prova ser de grandioso porte com as suas transmissões de grandes eventos como é o caso da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo FIFA de 2014 ambas sendo realizadas no Brasil e já confirmadas pela rádio como suas próximas transmissões de grandes eventos.


Dias Atuais

   Mesmo com estilo popular, tem boa parte da programação voltada ao jornalismo e à prestação de serviços, o que a torna uma das emissoras mais respeitadas no país. Destacam-se os noticiários O Redator de Plantão e Primeira Página, o policial Bandeira Dois, o Debate das 11 Horas com Geraldo Freire, a radio-revista Rádio Livre, com Graça Araújo, e o jornalístico O Balanço das Notícias, com Ednaldo Santos. Aos sábados e domingos, os programas fazem parte de uma faixa chamada “Comando Geral Fim de Semana”, mesmo nome do programa apresentado na madrugada de domingo por Paulo Fernandes Neto.

   A Radio Jornal tem um acordo para utilizar o conteúdo da Rede Jovem Pan em Pernambuco, mas forma atualmente uma rede regional com programação própria transmitida do Recife para cinco emissoras do interior do estado; Caruaru, Garanhuns, Limoeiro, Pesqueira e Petrolina.

   Em 1996 entrou na era da Internet, confirmando seu slogan. Foi a primeira emissora de rádio da América Latina a transmitir sua programação pela Web.

   Hoje a emissora conta com comunicadores como Geraldo Freire, Ednaldo Santos, Graça Araújo, Paulo Roberto, Gino César, Rinaldo Melo, José Silvério, Pedro Silva, Aroldo Costa, Natan Oliveira, Maciel Júnior,Adílson Oliveira, Paulo Fernandes, Carlos Moraes (Diretor de Jornalismo) e Édson Peixoto. A equipe de repórteres e produtores é compartilhada com a da JC/CBN Recife, com quem também divide seu conteúdo local.

   Assim a Rádio Jornal se mantem firme na mídia brasileira, como um dos principais veículos de comunicação de toda a América Latina!




Entrevista com Andrea Trigueiro


   Trabalhando há mais de 20 anos no rádio, Andrea Trigueiro é um dos grandes nomes no estado quando falamos sobre Radiojornalismo. Além disso ela também é professora de Radiojornalismo e Telejornalismo na Faculdade Maurício de Nassau e é presidente do Conselho de Ética dos Jornalistas de Pernambuco. Em um papo rápido Andrea contou um pouco sobre sua experiência na Rádio Jornal e momentos que marcaram sua carreira.

  • Há quanto tempo você trabalha em rádio e quando surgiu a paixão por esse veículo?
Trabalho com radiojornalismo desde 1990. Entrei no rádio porque foi o veículo que me acolheu primeiro, depois que entrei me apaixonei pelo imediatismo, pela agilidade, pelo aspecto popular e democrático de dar voz aos ouvintes. É o perfil do rádio que me fascina.

  • Como é trabalhar na Rádio Jornal?
É muito gratificante porque a equipe é muito afinada e coesa. Há muita interatividade e colaboração além de espírito de equipe. Além disso, a Rádio Jornal é a líder de audiência o que traz o público pra muito perto da programação da emissora. 

  • Como você vê o crescimento da Rádio Jornal ao longo dos anos?
A Rádio Jornal tem uma receita que funciona bem: comunicadores populares (Geraldo Freire e Graça Araújo são exemplos), uma programação de alia notícias com prestação de serviços e músicas que agradam o povão. Fora isso tem muita promoção para premiar o ouvinte. Acho que o crescimento foi em cima desses elementos, além do futebol, que atrai muito os ouvintes também.

  • Com quais personalidades do rádio você teve oportunidade de trabalhar e que aprendizado você tira disso? 
Chico Carlos foi meu primeiro chefe em rádio e com ele aprendi as primeiras lições: o bê a bá (hoje ele é assessor de imprensa do sindicato dos médicos). Depois, na CBN tive como chefe Marise Rodrigues (hoje, Rádio Folha) e com ela desenvolvi minhas habilidades para entrevistar além do texto - ela era muito exigente e corrigia tudo que a gente fazia.

  • Como foi fazer a transmissão das eleições 2012 pela Rádio Jornal? 
Eleições pra mim é o que mais gosto de fazer atualmente em Rádio. Hoje, faço apenas coberturas especiais como Carnaval, Semana Santa, São João, etc. Mas Eleições é um momento em que a gente está querendo estimular as pessoas a refletirem sobre política, sobre um tema importante para o dia a dia. Particularmente as últimas eleições no recife foram emocionantes pelo fato de termos um candidato quase desconhecido dos recifenses sendo eleito pela força da popularidade e carisma do governador. Muitos achavam isso impossível, mas aconteceu. Foi muito gratificante acompanhar pelos bastidores esse processo.

  • Qual é a importância dos estagiários que trabalham na Rádio Jornal? Muitos chegam a ser contratados?
Os estagiários desempenham as funções de um profissional. Não tem diferença, a redação é enxuta, então você faz de tudo. Quem quer, se lança e desenvolve suas habilidades. Muitos são contratados. Como exemplo na Rádio Jornal temos Camila Brandão, produtora de Geraldo; Karla Silva, produtora de Graça - que foram estagiárias contratadas. Quem se escala, joga.

  • Teve algum momento marcante durante a sua trajetória na Rádio Jornal?
A primeira cobertura como repórter. Eu era editora do redator de Plantão e houve o assassinato de um advogado na Beira Rio. Tive que ir cobrir porque não tinha repórter no horário (era domingo à tarde). Fui e fiz. Suei frio. Tremi. Mas quem ouviu disse que ficou bom. A primeira entrada ao vivo a gente nunca esquece.

  • Deixe uma mensagem para os alunos que tem vontade de seguir carreira no radiojornalismo.
 O radiojornalismo é uma escola. Pelo fato de ser quase tudo ao vivo você é obrigado a desenvolver agilidade, boas perguntas, texto objetivo sem embromation. O rádio te obriga a ser jornalista ágil e hábil. Todos deveriam começar por ele. Quem faz rádio faz qualquer outro veículo mas a recíproca não é verdadeira.