terça-feira, 7 de maio de 2013

Estamos de volta!

   É isso mesmo que você leu, estamos de volta! É com muito orgulho que o História do Rádio Pernambucano anuncia sua volta. E agora estamos com muito gás e com muita alegria para tratar de um tema que interessa a todos: Ciência! Trata-se de um programa semanal sobre temas que tenham a ver com ciência e que despertam o interesse de todos.
   
   O programa "É Tudo Ciência" faz parte da cadeira de Radiojornalismo II, ministrada pela professora Simone Ventura e é realizado pelos alunos Maryna Lira, Fernando Monteiro, Lincoln Adler, André Nery, Evillyn Cavalcanti e Stella Soares, do 7º período de Jornalismo da Universidade Maurício de Nassau.
   
    Todas as quartas-feiras, às nove horas da manhã você vai ouvir um programa novo com um tema interessante e recheado de curiosidades e muita informação. Para ouvir basta acessar o link: Rádio Web Nassau.
   
    E no programa de amanhã vamos falar sobre "Astronomia". Aqui no História do Rádio você vai acompanhar os bastidores da construção dos programas, as dificuldades, conquistas e o resultado final. Para acompanhar os temas cientificamente basta acessar o É Tudo Ciência. Esperamos pela sua companhia! 
   

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Rádios de Pernambuco


   Com as grandes mudanças ocorridas durante todas as décadas em que o rádio teve sua audiência garantida nos lares e estabelecimentos de todo o Brasil, chegamos aos dias atuais, onde as grandes rádios e suas emissoras são em sua maioria FM, trazendo para a população um outro tipo de programação, acompanhando as novas gerações que surgem e assim, se adequam as novas mídias.
   Como grande exemplo de Rádio FM destaca-se a Rede Jovem Pan (diferente da Jovem Pan 2 FM), que é uma rede de emissoras de rádio brasileira voltada ao jornalismo e transmissão esportiva, a Rádio Jovem Pan 2 FM, também conhecida como Rede Jovem Pan Sat é uma rede de rádios brasileira em FM voltada ao público jovem. Se encontra em vários estados do Brasil e também em outros países, como: Estados Unidos, Japão e países do Mercosul como a Argentina.
   A rede quando foi inaugurada em 2004 em Recife, teve desde o início uma grande audiência devido a sua programação musical e sua influencia nas Regiões Sul e Sudeste, atraindo o público local para seus programas e promoções interativas.
Não podendo ser deixada de lado a Rede Transamérica, que foi a primeira rádio FM de Pernambuco, além de ser uma rádio com mais de 70% de cobertura no território nacional com sede também no Japão.
   A partir dessas novas rádios e sua programação quase que totalmente musical, atrai a atenção dos ouvintes que preferem música a uma programação dominada por informações jornalísticas. A Estudante de jornalismo Rute Rebeca deu sua opinião sobre as rádios nos dias atuais: "As rádios de hoje tem um padrão de apresentação  e não se diferem mais umas das outras, seus programas são voltados para os jovens, não existe mais um jornalismo afinco no que se diz em relação a noticias, acho que a corrida pela audiência fez com que o produto vendido pelas rádios não tenha um padrão de qualidade que antes existia", afirma. "Também existe a CBN que é uma FM que tem o seu diferencial em só falar de noticias, que em minha opinião é essencial para que os ouvintes se mantenham informados porque o papel do rádio é informar e não apenas entreter", completa.
   Outra grande rádio que domina o cenário pernambucano é a Rádio Recife, que ao longo de sua jornada se destacou ao colocar no ar uma programação direcionada a um público espelhado na população pernambucana, visando atingir às pessoas de forma abrangente. Outro fator que contribui ativamente para o crescimento contínuo da emissora são seus projetos comerciais diferenciados, garantindo ,e até mesmo aumentando o encantamento dos seus ouvintes e sua alta participação na audiência brasileira.
   De uma forma geral, pode-se notar a grande mudança que ocorreu nas últimas sete décadas do Rádio no Brasil, como a programação foi sendo diversificada e sua tendência ao musicalismo como carro-chefe de suas programações. Em Pernambuco vimos a transição da Rádio Clube de Pernambuco, pioneira em território nacional, que antes era AM para a atual e mais moderna FM, também importante no cenário brasileiro, a Rádio Jornal que ainda mantem suas frequências em AM e FM, rádio essa que já foi líder de audiência nacional. e assim segue o radiojornalismo e seus formatos na atualidade.


   E para relembrar a época em que o rádio era uma ferramenta indispensável na vida das pessoas e também para aprender um pouco sobre o surgimento do rádio, nasceu o programa "Nas Ondas do Rádio - História do Rádio", um trabalho feito para a cadeira de Radiojornalismo I, que fala sobre o surgimento do rádio, o sucesso das radio-novelas, curiosidades, músicas e grandes cantores da "Era de Ouro do Rádio".
   A oportunidade de visitar grandes rádios pernambucanas e conversar com personalidades como José Bezerra e Antônio Lira foram experiências que contribuíram para o crescimento profissional e pessoal de cada integrante da equipe, além do conhecimento adquirido com as pesquisas para a criação do roteiro.




Ficha técnica do programa:
Locução: Maryna Lira e André Nery
Notas e reportagens: Evillyn Cavalcanti e Fernando Monteiro
Produção: Rute Rebeca e Lincoln Adler


Texto: Maryna Lira e Fernando Monteiro

terça-feira, 6 de novembro de 2012

E Pernambuco fala para o mundo... Rádio Jornal do Commercio

Histórico


   Pensando em levar a voz pernambucana para os quatro cantos do Planeta, no dia 3 de julho de 1948, F. Pessoa de Queiroz inaugura a mais moderna estação de rádio nacional, a Rádio Jornal do Commercio. Primeira no Estado a transmitir uma programação em frequências de ondas médias e curtas, possibilitando a recepção em outros continentes. As transmissões por ondas curtas foram, com o passar do tempo, sendo desativadas, permanecendo a faixa de ondas médias AM.

   Pessoa de Queiroz enfrentou uma série de problemas políticos que culminaram com o período pós-guerra e a transição entre o regime capitalista ditatorial do Estado Novo e a democracia liberal burguesa. Não fosse a sua persistência, a data do primeiro programa teria sido adiada por muitos anos.

   
    Quando a rádio foi lançada seu slogan logo pegou, “Pernambuco Falando para o Mundo”, era conhecido assim, porque a emissora iniciou com transmissores potentes em ondas curtas e médias, que alcançavam todo o mundo, na época era mais moderna estação de rádio do Brasil. Devido à essa fama de rádio moderna e poderosa ela era ouvida nos quatro cantos do mundo, O sucesso internacional foi comprovado pelas centenas de cartas recebidas de outros países.

   De 1948, até hoje, apenas o perfil da Rádio se modificou, ficando cada vez mais próxima do público. Mudou da era de ouro para a era da Internet, mas continua confirmando para todos que o seu slogan é cada vez mais atual.

A Emissora prova ser de grandioso porte com as suas transmissões de grandes eventos como é o caso da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo FIFA de 2014 ambas sendo realizadas no Brasil e já confirmadas pela rádio como suas próximas transmissões de grandes eventos.


Dias Atuais

   Mesmo com estilo popular, tem boa parte da programação voltada ao jornalismo e à prestação de serviços, o que a torna uma das emissoras mais respeitadas no país. Destacam-se os noticiários O Redator de Plantão e Primeira Página, o policial Bandeira Dois, o Debate das 11 Horas com Geraldo Freire, a radio-revista Rádio Livre, com Graça Araújo, e o jornalístico O Balanço das Notícias, com Ednaldo Santos. Aos sábados e domingos, os programas fazem parte de uma faixa chamada “Comando Geral Fim de Semana”, mesmo nome do programa apresentado na madrugada de domingo por Paulo Fernandes Neto.

   A Radio Jornal tem um acordo para utilizar o conteúdo da Rede Jovem Pan em Pernambuco, mas forma atualmente uma rede regional com programação própria transmitida do Recife para cinco emissoras do interior do estado; Caruaru, Garanhuns, Limoeiro, Pesqueira e Petrolina.

   Em 1996 entrou na era da Internet, confirmando seu slogan. Foi a primeira emissora de rádio da América Latina a transmitir sua programação pela Web.

   Hoje a emissora conta com comunicadores como Geraldo Freire, Ednaldo Santos, Graça Araújo, Paulo Roberto, Gino César, Rinaldo Melo, José Silvério, Pedro Silva, Aroldo Costa, Natan Oliveira, Maciel Júnior,Adílson Oliveira, Paulo Fernandes, Carlos Moraes (Diretor de Jornalismo) e Édson Peixoto. A equipe de repórteres e produtores é compartilhada com a da JC/CBN Recife, com quem também divide seu conteúdo local.

   Assim a Rádio Jornal se mantem firme na mídia brasileira, como um dos principais veículos de comunicação de toda a América Latina!




Entrevista com Andrea Trigueiro


   Trabalhando há mais de 20 anos no rádio, Andrea Trigueiro é um dos grandes nomes no estado quando falamos sobre Radiojornalismo. Além disso ela também é professora de Radiojornalismo e Telejornalismo na Faculdade Maurício de Nassau e é presidente do Conselho de Ética dos Jornalistas de Pernambuco. Em um papo rápido Andrea contou um pouco sobre sua experiência na Rádio Jornal e momentos que marcaram sua carreira.

  • Há quanto tempo você trabalha em rádio e quando surgiu a paixão por esse veículo?
Trabalho com radiojornalismo desde 1990. Entrei no rádio porque foi o veículo que me acolheu primeiro, depois que entrei me apaixonei pelo imediatismo, pela agilidade, pelo aspecto popular e democrático de dar voz aos ouvintes. É o perfil do rádio que me fascina.

  • Como é trabalhar na Rádio Jornal?
É muito gratificante porque a equipe é muito afinada e coesa. Há muita interatividade e colaboração além de espírito de equipe. Além disso, a Rádio Jornal é a líder de audiência o que traz o público pra muito perto da programação da emissora. 

  • Como você vê o crescimento da Rádio Jornal ao longo dos anos?
A Rádio Jornal tem uma receita que funciona bem: comunicadores populares (Geraldo Freire e Graça Araújo são exemplos), uma programação de alia notícias com prestação de serviços e músicas que agradam o povão. Fora isso tem muita promoção para premiar o ouvinte. Acho que o crescimento foi em cima desses elementos, além do futebol, que atrai muito os ouvintes também.

  • Com quais personalidades do rádio você teve oportunidade de trabalhar e que aprendizado você tira disso? 
Chico Carlos foi meu primeiro chefe em rádio e com ele aprendi as primeiras lições: o bê a bá (hoje ele é assessor de imprensa do sindicato dos médicos). Depois, na CBN tive como chefe Marise Rodrigues (hoje, Rádio Folha) e com ela desenvolvi minhas habilidades para entrevistar além do texto - ela era muito exigente e corrigia tudo que a gente fazia.

  • Como foi fazer a transmissão das eleições 2012 pela Rádio Jornal? 
Eleições pra mim é o que mais gosto de fazer atualmente em Rádio. Hoje, faço apenas coberturas especiais como Carnaval, Semana Santa, São João, etc. Mas Eleições é um momento em que a gente está querendo estimular as pessoas a refletirem sobre política, sobre um tema importante para o dia a dia. Particularmente as últimas eleições no recife foram emocionantes pelo fato de termos um candidato quase desconhecido dos recifenses sendo eleito pela força da popularidade e carisma do governador. Muitos achavam isso impossível, mas aconteceu. Foi muito gratificante acompanhar pelos bastidores esse processo.

  • Qual é a importância dos estagiários que trabalham na Rádio Jornal? Muitos chegam a ser contratados?
Os estagiários desempenham as funções de um profissional. Não tem diferença, a redação é enxuta, então você faz de tudo. Quem quer, se lança e desenvolve suas habilidades. Muitos são contratados. Como exemplo na Rádio Jornal temos Camila Brandão, produtora de Geraldo; Karla Silva, produtora de Graça - que foram estagiárias contratadas. Quem se escala, joga.

  • Teve algum momento marcante durante a sua trajetória na Rádio Jornal?
A primeira cobertura como repórter. Eu era editora do redator de Plantão e houve o assassinato de um advogado na Beira Rio. Tive que ir cobrir porque não tinha repórter no horário (era domingo à tarde). Fui e fiz. Suei frio. Tremi. Mas quem ouviu disse que ficou bom. A primeira entrada ao vivo a gente nunca esquece.

  • Deixe uma mensagem para os alunos que tem vontade de seguir carreira no radiojornalismo.
 O radiojornalismo é uma escola. Pelo fato de ser quase tudo ao vivo você é obrigado a desenvolver agilidade, boas perguntas, texto objetivo sem embromation. O rádio te obriga a ser jornalista ágil e hábil. Todos deveriam começar por ele. Quem faz rádio faz qualquer outro veículo mas a recíproca não é verdadeira.




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os Jovens Ouvem Rádio?

   Estamos em 2012, ano em que a internet exerce um papel cada vez maior e mais importante na vida dos jovens. Talvez seja por esse motivo que a maioria deles não ouve rádio. Com tantos sites de downloads de músicas  espalhados pela internet o rádio fica cada vez mais esquecido e o velho costume de reunir a família ao redor do rádio vai desaparecendo também. 
   Para a estudante Aline Oliveira, ouvir rádio é uma coisa que não faz parte da rotina. "Só ouço rádio quando estou sem nenhum CD ou sem meu celular na hora do banho", diz. A estudante de pedagogia, Priscilla Casablancas, também tem o mesmo pensamento. "Prefiro ouvir as músicas que tenho no celular do que as músicas do rádio. Não gosto das músicas que tocam atualmente", diz.

   Porém, é preciso lembrar que não é apenas de música que a programação do rádio é feita. Existem jornais, programas esportivos, políticos e informativos. É importante lembrar também que com a evolução da tecnologia e da internet o rádio pode ser ouvido pelo celular e pelas famosas rádio web's. Mesmo com toda a facilidade para se ouvir rádio hoje em dia para alguns jovens a tarefa continua sendo difícil.
   "Ouço rádio de vez em quando, infelizmente a correria do dia a dia não me permite ouvir tanto", é o que diz o estudante do 7º período de jornalismo Andrew Fernandes. Para ele é importante que os jovens ouçam rádio, ainda mais agora com a facilidade disponível. "Desperta o imaginário e as notícias lá sempre estão bem claras e faz a gente refletir. A gente pode fazer as coisas e ficar ouvindo, seja no carro ou no celular", completa.

   Notícias, informações sobre o trânsito, acidentes e sobre o tempo são apenas algumas das coisas que podemos obter ouvindo rádio. Além, claro, da boa e velha música. "É importante que os jovens ouçam rádio, principalmente pela notícia", diz Priscilla Casablancas. Para os estudantes de jornalismo a missão de ouvir rádio torna-se ainda mais importante.
   "Além de ficar em dia com as notícias, o aluno de jornalismo aprende a linguagem do rádio e presta atenção em como o programa é guiado por pessoas que têm muita experiência na área", diz Andrew Fernandes. É realmente necessário que os jovens sejam inspirados a ouvir e sentir o rádio. Um veículo de importância tão grande na história do mundo. 
   Apesar de tudo é bom lembrar que ao contrário do que muitos diziam e ainda insistem, o rádio não vai acabar. Vamos poder ouvir as boas músicas, os programas que gostamos e as notícias em primeira mão.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Relembrando a História: Entrevista com Aldemar Paiva, o homem "rádio" de Pernambuco!


Importante no cenário do radio pernambucano e brasileiro, Aldemar Paiva é um Radialista, Jornalista, Publicitário, Cronista, Cordelista, Poeta, Compositor de fresos famosos e Humorista de sucesso que teve por 25 anos em liderança absoluta de audiência no Nordeste o programa "Pernambuco Você é Meu", conquistando prestígio até no exterior tornando-se um ícone da radiodifusão brasileira, Aldemar atualmente escreve uma coluna semanal para um Jornal de Brasília chamado Fatorama, com seus 87 anos de idade a aposentando há quase 30, nos cedo um entrevista calorosa e fala sobre suas experiências na rádio pernambucana e sobre sua visão quanto ao futuro do veículo.

  • Como começou essa sua história envolvendo a Rádio?

Bom o cenário que irei descrever, remonta como cheguei aqui, numa noite de chuva, 29 de junho, vim a chamado da radio clube para substituir Chico Anysio, ele tinha um contrato com a radio clube e a desistência de seu contrato implicava em uma multa, que era alta, ou então ele chamava alguém para produzir e ficar no lugar dele na rádio, então José Renato da radio clube foi me buscar em alagoas, foi assim que me trouxeram, pelo meu trabalho  que já era realizado em Maceió com a fundação feita por mim da Radio Difusora de Alagoas, e gostaram da minha performance fazendo meu ofício, e assim cheguei a recife, com um belo convite de trabalho da Rádio Clube de Pernambuco.


  • Houveram outras grandes experiências profissionais?

Eu estou fora do radio a muito tempo, passei a trabalhar mais em televisão depois do advento da TV, no canal 6, 2 e Rede Globo, na Globo indo gravar diversos programas, participei 1 ou 2 vezes do som brasil, Praça da Alegria, Chico Anysio, escrevi durante muito tempo para Chico que era meu grande amigo, em 1983 me aposentei e assim passei a dar palestras sobre rádio e shows de comédia e causos, que sempre foram minhas paixões.


  • Como aconteceu sua acensão na Rádio Clube, como surgiram as oportunidades?

Quando cheguei no Rádio Clube de Pernambuco, fui apresentado a toda instalação, que era totalmente diferente da que eu estava acostumado na Rádio Difusora de Alagoas, na Clube tinha uma Banda da Polícia Militar, departamento de Rádio Teatro, Músicoteca e tudo o que uma rádio de grande porte precisasse, Então Nelson Ferreira, me falou, que tinha um horário vago na grade e a empresa gostaria que eu produzisse algo para ocupar, aceitei de imediato, comecei a escrever o programa e escolher o cast dele, chamei o programa de "Jardim de Flores Raras", inspirei-me numa valsa do próprio Nelson para criar o nome do programa, depois de apresentado a diretoria gostou do original, que era gravado e depois fazia-se quantas cópias fossem necessárias, logo depois fui me informar quando o programa poderia começar a ser produzido para ir ao ar, até que a diretoria me fala, "o programa irá ao ar hoje, as nove da noite!", eu mesmo apresentei o programa e foi assim que comecei na rádio Clube de Pernambuco. Deu certo! Três meses depois fui promovido a produtor do rádio e do departamento, assim comecei a realizar funções da minha área artística pelo o que o rádio dispunha.


  • Qual era a Relação entre a Rádio em Pernambuco e os olhos do grande mercado nacional que eram as emissoras do sudeste?

Assis Chatubreand e os diários associados, sempre teve um grande carinho pela rádio Clube em especial, ela a chamava de "minha gaivota dourada, minha linda, um dia trago essa gaivota para mim!" e foi mais ou menos quando eu cheguei que ele adquiriu a Rádio Clube de Pernambuco, e foi aí que houve uma mudança geral, na produção do conteudo local, que ja não devida nada a nenhuma emissora do sudeste. 


  • "Pernambuco você é meu", como foi a experiência de ter o comando desse programa que ficou por tanto tempo em liderança de audiência e até hoje ser citado como ícone do rádio no brasil?

Bom, quando mais uma vez me pediram para produzir um programa, foi diferente dos programas "Festa no Varandão" e "Jardim de Flores Raras", dessa vez eu pedi o horário da manhã de 07:30 às 09:00, e essa decisão foi polêmica, porque a diretoria achava que não iam se interessar em ouvir um programa de manha, não iriam levantar para apreciar, mas foi aqui eu eu expliquei que eu não queria acordar ninguém, mas sim proporcionar entretenimento e informação à aqueles que estavam no seu trabalho, levando o filho para a escola, abrindo o comércio, enfim, os que já estivesses no pique do cotidiano, depois de conformados perguntaram-me como seria esse programa, até que eu disse que não haveria um script definido, seria um programa feito por prazer, no momento, de "boça", foi quando surgiu a interrogação na diretoria, qual seria o nome? Então respondi, "Pernambuco você é meu", todos adoraram , disseram ser um ótimo nome e então deixaram-me livre para fazer o programa no horário que eu desejasse. Então comecei o meu programa, no qual eu falava nas pessoas que gostavam de ser faladas, de ser divulgadas, e isso fez parte da formula do sucesso do programa, foi quando surgiram os anunciantes que tinham o interesse de propagar seus comerciais durante o programa de tamanho o sucesso dele.


  • Foi nessa época que surgiu sua fama de "Ensinar o pernambucano a tocar e cantar Frevo?"

Sim, como o programa era extremamente voltado a cultura popular e ao povo de pernambuco, tocávamos freve quase que o tmepo todo, compus muitos frevos e também os utilizava, quando chegava setembro outubro, já estávamos vivendo o carnaval do Recife na rádio com o "Pernambuco você é meu".


Os Jornalistas Ana Luíza Madeiro e Brenno Costa realizaram um documentário sobre o programa "Pernambuco você é Meu", assista logo abaixo:
  • Uma História interessante durante o Pernambuco você é meu...


O Rádio clube tinha um alcance monstruoso com as suas ondas curtas, então eu fiz um casamento entre uma moça da cidade com seu noivo que estava na África Ocidental, ele me mediu para que eu falasse sobre ela no programa, eu fiz mais, chamei ela e ela mesma falou com ele no ar, duas semanas depois ele chegou num navio com uma motocicleta, casou-se com ela e trabalhou num emprego que a radio tinha arrumado, ou seja, eu recebia cartas e ligações do mundo inteiro, a Rádio clube dava show e ainda dá em termos de cobertura.


  • O Rádio será substituído, em sua opinião?

Não, por hora pelo menos, não! Não tem como, é incabível, a TV chegou e todos fizeram essa promessa, só que por mais que haja a agilidade na notícia e a cobertura em quase todo o globo, a televisão não tem o imediatismo do rádio, se acontece algo eu ligo para uma rádio e informo, se for importante eles podem até por minha ligação no ar, na TV não tem como fazer isso, hoje em dia as câmeras gravam e enviam para o estúdio, mas mesmo assim o recurso do videotape é fundamental, perceba que até as chamas ao vivo dos plantões de notícias são em sua maioria realizadas por ligações telefônicas, então para mim, por hora, não! O Rádio não será substituído!

domingo, 23 de setembro de 2012

'Era de Ouro', a introdução da História do Rádio no Brasil


Antes de nos aprofundarmos sobre o assunto que o blog traz em seu título "História do Rádio Pernambucano", vamos falar sobre a 'Era de Ouro' do rádio brasileiro, que é o assunto mais recorrente quando se fala da história do rádio em terras tupiniquins.
O rádio surgiu no Brasil em 1917 com a Rádio Clube de Pernambuco, embora seja discutido o título de rádio mais antigo em atividade no país, junto ao lançamento da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, deve-se realçar que ela foi a primeira a ter alcance em quase todo o território nacional e não a primeira de fato. Início da sua história a parte, o rádio teve no Brasil uma era de glamour e transformação financeira impulsionada pelos grandes artistas da mídia nos anos que abrangiam o período das décadas de 30 à 50.
Devido à procura da população por aparelhos de rádio para acompanhar rádio-novelas, rádio-teatro e claro, as músicas, as rádios ganharam destaque e importância no dia-a-dia das pessoas nas cidades brasileiras, A partir dos anos 40 a Rádio Nacional passou a fazer parte do patrimônio nacional.
O presidente da época,Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei 2073,que possibilitou a Rádio Nacional continuar sendo sustentada por recursos vindos da venda de publicidade,enquanto as outras emissoras eram estatais. Com esse investimento publicitário, as rádios, inicialmente a rádio nacional, investiu cada vez mais na qualidade de sua programação e na propagação dos artistas da 'Era de Ouro'.

Os anos 30 Representaram um divisor de águas na história do rádio no país,  quando trouxeram a 'Era de Ouro', período em que o rádio começou a se popularizar no Brasil, trazendo consigo empatia e a paixão dos brasileiros pela "novidade" que a todos agradava.

O Jornalista Ruy Castro avalia que no início da 'Era de Ouro', os artistas consagrados fizeram mais pelo rádio, do que a radiofonia por eles, como exemplo, ele cita Carmem Miranda, que quando começou sua carreira música não havia a propagação do rádio, quando esse passou a ser amplamente difundido e aberto a publicidade, ela já era uma estrela consagrada, e com isso ajudou o rádio a ganhar destaque entre os admiradores, fazendo de Carmem Miranda, uma das primeiras grandes estrelas do rádio e uma das principais personalidades da 'Era de Ouro' do rádio no Brasil.
Sobre a 'Era de Ouro' podemos citar diversos artistas que estiveram presentes participando ativamente dos programas de auditório e figurando como grandes artistas nas paradas de sucesso das décadas da primeira metade do século XX, entre esses artistas temos;

Orlando Silva - "Neusa" (1938)




Dalva de Oliveira & Francisco Alves - "Brasil!" (1939)



Vicente Celestino - "A Carta"



Carmen Miranda & Aurora Miranda - "Cantoras do Rádio"



Emilinha Borba - "Chiquita Bacana" (1949)




Os papéis lentamente se inverteram, mesmo com grande importância para o rádio, alguns estudiosos do ramo analisam de maneira diferente a participação e a "massivação" da 'Era de Ouro' do rádio no brasil em relação à divulgação do veículo, de maneira semelhante é feita a analise de Ricardo Cravo Albin, que há mais de 35 anos tem um programa de música popular na Rádio MEC, "a música brasileira não foi ajudada pela rádio, ela foi essencialmente lançada, revigorada e transformada numa mania nacional exatamente pelas emissoras radiofônicas do país.", Afirma o radialista.

De uma maneira ou de outra, o rádio ainda está ai muito vivo e provando a todos que com publicidade e a chegada da televisão, nada ficou para trás e nem tampouco perdeu sua força perante as demais mídias, e nossa obrigação é trazer o passado sempre ao presente para nos reciclarmos, relembrarmos, aprender e sentir saudades, desse período maravilhoso que foi A 'Era de Ouro' do Rádio no Brasil!


Para entender um pouco mais sobre a 'Era de Ouro' do rádio, a TV Brasil realizou esse ano um programa especial em comemoração dos 90 anos do Rádio no país. Veja abaixo:






Veja também o Documentário da TV Brasil, "As Cantoras do Rádio":

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Apresentação



   Ouvir rádio é uma coisa que faz parte da rotina da maioria dos brasileiros. Em casa, no carro, pelo celular e até pela internet você pode ficar ligado na sua estação favorita, acompanhar o jogo de futebol do seu time, as resenhas esportivas, participar de promoções, ouvir debates políticos, saber como está o tempo e o trânsito na sua cidade e muito mais.
   Mas você sabe como tudo isso começou? Quem foram as personalidades e os programas que marcaram o início do rádio no Brasil? E sobre a "Era de Ouro do Rádio", já ouviu falar? Essas e muitas outras questões vão ser respondidas aqui no "História do Rádio". Curiosidades, entrevistas, novidades e principalmente muita informação são os principais pontos que vão pautar a temática do blog.
   O blog é desenvolvido por Maryna Lira e Fernando Monteiro, alunos do curso de Jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau (Uninassau - Recife), para a cadeira de Jornalismo Online, ministrada pela professora Julianna Nascimento. "História do Rádio Pernambucano" pretende levar aos mais novos e relembrar aos mais velhos momentos marcantes da caminhada do rádio no Brasil com destaque para o estado de Pernambuco.